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Dia 2 · 16:00 → 17:00 BRT · Palco Nobox

Eventos, Comunidades e Conteúdo

Diogo D'onofrio, Guilherme Miotto e Ney Neto desmontam a indústria de cursos de IA, falam sobre captação de patrocínio com ROI real e o poder do contato olho-no-olho em eventos presenciais.

Creator economy Comunidade Patrocínio UGC Eventos presenciais
44 min
de painel ao vivo
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pontos-chave acionáveis
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conceitos mapeados
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palestrantes em conversa franca

Tese central

Confiança da comunidade e ROI projetado vencem volume e promessa vazia

O painel tem três pilares costurados: (1) a explosão da “galera marqueteira” vendendo cursos genéricos de IA — quase sempre infoprodutos com promessa furada e zero histórico real — exige que creator e marca aprendam a checar o passado de quem está vendendo autoridade; (2) eventos presenciais são a ferramenta mais subestimada de aproximação de comunidade, porque o olho-no-olho cria vínculo que o algoritmo nunca consegue replicar (Arthur Thutski e Ariel Mondelo se conheceram em evento e viraram sócios da Legacy; Guilherme só descobriu que tinha o vice-presidente da Visa dentro da própria comunidade depois de uma consultoria de uma hora); (3) captação de patrocínio precisa parar de ser “vou pedir mil reais pra marca” e virar um deck estruturado com ROI projetado, ticket médio do produto, perfil da audiência e expectativa de retorno — exatamente como Ney Neto trabalha eventos farmacêuticos onde a homologação leva dois a três anos.

Visão geral

A conversa que faltava sobre creator economy hoje

“Eu tenho uma provocação. Outro dia eu vi um falando assim: 'Aprenda a fazer avatares de mulheres para ganhar dinheiro nas redes sociais enquanto você dorme'. Então, ou isso tudo é mentira, ou os caras são muito infoprodutos de promessa que na prática nunca funciona.”

Guilherme Miotto · abrindo o painel

Diogo D'onofrio (eventos e comunidades), Guilherme Miotto (fundador do Nobox Group) e Ney Neto (UGC e creator economy) sentam para uma conversa sem rodeios sobre o que está quebrado no mercado de creator hoje: cursos vendidos por gente que nunca codou uma linha, infoprodutos prometendo “ganhar dinheiro enquanto dorme” e a confusão entre seguidor viral e autoridade real. O diagnóstico vira ferramenta prática — checar o histórico de quem vende, pesquisar os hits anteriores do criador, separar conteúdo de comédia de conteúdo de venda.

Na sequência, o painel migra para o lado positivo: eventos como motor de comunidade. Ariel conta que ele e Arthur Thutski se conheceram em um evento e fundaram a Legacy juntos; Guilherme relata o caso do Edu Abreu, vice-presidente da Visa, que comprou uma consultoria de uma hora dentro da comunidade dele e só depois ele descobriu quem era — o olho-no-olho que o feed nunca entrega. Discute-se também o movimento de creators fazendo as próprias imersões.

A última parte é o bloco mais técnico: captação de patrocínio. Diogo dispara que a maioria das marcas patrocina sem saber por quê — não tem estratégia de marketing anual, não pergunta “por que eu preciso estar nesse evento”, trata visibilidade como ROI quando não é. Ney complementa com o caso real dos eventos farmacêuticos que produz: homologação leva dois a três anos, mas o pipeline justifica o investimento prolongado. UGC entra como contraponto — comunidade forte que confia em você vale mais que milhões de seguidores que vieram de uma piadinha viral.

Cronologia do painel

Como a conversa se desenrolou no palco

12 movimentos na ordem em que aconteceram — da provocação inicial sobre cursos de IA até o fechamento sobre UGC e a piadinha viral.

Provocação inicial sobre cursos de IA

Guilherme abre questionando a enxurrada de gente vendendo curso pra 'fazer avatares de mulheres e ganhar dinheiro dormindo' e pergunta aos palestrantes se essa onda é sustentável ou puro infoproduto sem entrega.

Checar o histórico de quem vende autoridade

Ariel responde que o mais importante é olhar o histórico: a pessoa já conseguiu o resultado que está vendendo? Para de comprar curso de cara que ficou viral por uma piadinha e agora se intitula expert.

Autoridade falsa por viralização

Discute-se o caso clássico: cara faz um vídeo de comédia que converte 150 mil seguidores, e de repente acha que tem moral pra vender curso de IA. Conversão pontual não é autoridade técnica.

Networking em eventos: como Thutski e Mondelo se conheceram

Ariel revela que ele e Arthur Thutski se conheceram em um evento e dessa conversa nasceu a sociedade da Legacy. Troca de ideia presencial gera oportunidades impossíveis de surgir só pelo feed.

O caso Edu Abreu (Visa) dentro da comunidade

Guilherme conta que um membro super engajado comprou consultoria de uma hora com ele — só depois descobriu que era Edu Abreu, vice-presidente da Visa. Tratar bem o olho-no-olho da comunidade muda a vida.

Creators fazendo as próprias imersões

Painel observa o movimento de creators que pararam de só esperar convite de evento — estão chamando a comunidade pras próprias imersões e usando isso como ferramenta direta de aproximação.

Marcas que patrocinam sem estratégia

Diogo alfineta: muita marca não tem estratégia anual de marketing nem responde 'por que eu preciso estar nesse evento'. Resultado: patrocina, sai infeliz, sente que jogou dinheiro fora.

Estruturar um deck de captação com ROI projetado

Diogo destrincha: identifique 30 pessoas no seu evento, projete quantas vão comprar o ticket da marca, mostre isso num deck. 'Olha, marca: vem o Arthur com 1 milhão de seguidores, vem fulano da empresa X, é essa baita conexão pra você'.

Creator pequeno pode propor parceria proativa

Ariel ensina o caminho do creator pequeno: compre o produto da marca, use no canal, mostre os resultados depois, peça link de afiliado. Marca valoriza muito quem chega com algo já feito.

O evento cripto que demorou 10 edições pra dar lucro

Diogo divide o caso do próprio evento de network qualificado do mercado cripto: bancou 10 edições do bolso, foi prejuízo, mas hoje é o xodó da marca. Captação madura leva tempo.

Pergunta da plateia: ROI de 2 anos em evento farmacêutico

Uma profissional do mercado farmacêutico de transporte/traslado pergunta sobre ROI demorado. Ney responde que no nicho dele homologação dura 2 a 3 anos, mas pipeline justifica — primeira feira: 6 meses de marca nova, hoje virou liderança setorial.

UGC e comunidade vs seguidor viral

Ariel fecha o ciclo: comunidade forte que compra seu produto e confia em você vale mais que milhão de seguidores que vieram de uma piadinha. Audiência convertida por UGC bem feito tem taxa até melhor que celebridade paga.

Pontos-chave acionáveis

As 9 ideias que você leva pra casa

Cada bloco abaixo é uma das ideias práticas do painel — pronto pra virar ação na sua próxima conversa com marca, evento ou comunidade.

Checar o histórico antes de comprar curso ou contratar creator

Ariel é categórico: o filtro número um é olhar o passado. A pessoa que está vendendo autoridade já entregou aquilo na prática? Já fez o que está prometendo? Hoje dá pra ver os maiores hits do criador no Instagram e no TikTok. Se o cara não é famoso de antes e do nada subiu vendendo curso de IA, pesquisa o canal dele. Provavelmente a base de seguidores veio de comédia ou de uma virada pontual, não de domínio técnico. Vender curso virou um nicho próprio — e tem muita gente vinda da galera marqueteira surfando isso.

autoridade cursos filtro

Olho no olho do evento bate qualquer DM

Ariel divide a origem da Legacy: ele e Arthur Thutski se conheceram em um evento e dali nasceu a sociedade. Guilherme reforça com o caso real do Edu Abreu — vice-presidente da Visa que comprou consultoria de uma hora dentro da comunidade. Só depois Guilherme descobriu quem era a pessoa. Aproximação presencial, tratar bem cada um, querer saber de cada um — isso constrói vínculo que o algoritmo nunca entrega. Você nunca sabe quem é a pessoa que está te assistindo calado.

networking comunidade presencial

Marca que patrocina sem estratégia perde dinheiro

Diogo dispara o diagnóstico: maioria das marcas brasileiras não tem estratégia de marketing anual definida com quais eventos vai patrocinar e por quê. Resultado: vai por achismo, sai do evento reclamando, não consegue mensurar ROI. A pergunta principal — 'por que eu preciso estar nesse evento e quanto posso investir pra ainda ser saudável?' — quase nunca é feita. Tem evento que é puro brinde, todo mundo sai vestido com camiseta da marca, mas usa só pra dormir. Isso não é ROI, é desperdício.

patrocínio estratégia ROI

Como estruturar um deck de captação que faz sentido

Diogo destrincha o método: pegue o ticket médio do produto da marca, identifique quantas pessoas do seu evento têm perfil real pra comprar, projete a conversão. Se a marca vende ticket alto e você tem 30 pessoas no evento com 70% de chance de conversão, vira pitch viável. Mostra no deck: 'olha, marca, vem o Arthur com 1 milhão de seguidores, vem fulano que trabalha em tal empresa, essa é a baita conexão pra você.' Sai de 'me dá mil reais' e vira ROI projetado em cima de audiência qualificada.

deck captação metodologia

Creator pequeno pode chegar primeiro com algo pronto

Ariel ensina o caminho prático pra quem não tem grande audiência: compre o produto da marca, use ele no seu canal, gere dados de engajamento, depois apresenta pra marca já com resultados na mão. A grande maioria das marcas já tem link de afiliado pronto. Marca valoriza muito mais quem é proativo e chega com 'olha, eu já fiz, tive esse resultado, essas pessoas têm esse interesse' do que quem chega pedindo. Diminuir o risco da marca é a chave.

creator proatividade afiliado

Evento de nicho leva 10 edições pra dar lucro

Diogo abre o jogo sobre o próprio evento de network qualificado no mercado cripto: bancou as primeiras 10 edições do bolso, prejuízo recorrente. Hoje virou o xodó da marca. A lição: captação de patrocínio em evento próprio é maratona, não sprint. Quem desiste na segunda edição nunca colhe o pipeline maduro. É exatamente o oposto da venda de curso 'ganhe dinheiro dormindo'.

paciência evento próprio investimento

Mercado farmacêutico: ROI de 2 a 3 anos por homologação

Ney Neto compartilha o caso real: produz eventos corporativos no mercado farmacêutico (transporte, traslado, feiras setoriais). Lá o ROI demora porque cada cliente exige homologação formal que dura 2 a 3 anos. Mas o pipeline justifica: na primeira feira, com 6 meses de marca nova, ele não fechou ninguém de 2 mil pessoas; três anos depois, virou referência setorial — todos os eventos uniformizados de laranja, branding consistente, presença lembrada.

B2B farmacêutico ciclo longo

UGC bem feito converte mais que celebridade paga

Ariel fecha o argumento de UGC: comunidade pequena e forte que confia em você bate seguidor viral que veio de comédia. Pessoas tendem a ser convencidas por quem fala de uma experiência próxima — não por celebridade que claramente está sendo paga. Hoje, creator que masteriza narrativa e copy gera taxa de conversão até melhor que famoso, mesmo com audiência muito menor. Marca prefere alguém que entrega resultado consistente.

UGC conversão comunidade

Use seu estande pra potencializar quem já confia em você

Diogo dá a dica de marca: ao invés de buscar creator novo pra patrocinar, traga creator que já tá te trazendo rentabilidade pro seu próprio estande. Crie espaço pra ele encontrar a comunidade dele dentro do seu evento. Vira ferramenta dupla — você potencializa o creator e o creator move audiência qualificada pra dentro da sua experiência. Custo zero adicional, alavancagem máxima.

estande ativação alavancagem

Glossário do painel

Conceitos-chave da creator economy

Os 8 termos que os palestrantes usaram como base de toda a conversa — entenda o vocabulário antes de aplicar.

Captação de patrocínio

Processo estruturado de apresentar um evento para marcas com deck, projeção de ROI, perfil de audiência e ticket médio — em vez de pedido aberto de valor.

Deck de captação

Documento que estrutura a proposta de patrocínio: quem são as pessoas que vêm ao evento, qual o perfil da audiência, qual a expectativa de retorno pra marca apoiadora.

Homologação

Aprovação formal exigida por clientes corporativos (farmacêuticas) antes de fechar contrato — leva 2 a 3 anos no caso citado por Ney Neto e define o horizonte de ROI.

UGC (User-Generated Content)

Conteúdo criado por usuário comum que defende o produto a partir de experiência real — converte mais que celebridade paga porque transmite proximidade e honestidade percebida.

Autoridade falsa por viralização

Quando alguém ganha audiência por uma virada pontual (vídeo cômico, meme) e passa a se vender como especialista técnico em outra área, sem histórico que sustente.

Infoproduto

Curso ou material digital empacotado pra venda — virou nicho próprio na onda de IA, com muita gente vendendo promessa que não entrega na prática.

Olho-no-olho

Termo usado pelos painelistas para o contato presencial de evento — vínculo de comunidade que o algoritmo do feed não consegue replicar.

Imersão de creator

Evento próprio organizado pelo criador de conteúdo pra reunir a comunidade dele fora das redes — virou ferramenta direta de aproximação e monetização.

Insights numéricos

Os números reais que apareceram no painel

Dados concretos citados pelos palestrantes — cada um amarrado a um caso real de evento, marca ou audiência.

10
edições do evento cripto bancadas do bolso por Diogo antes de virar lucro
2-3 anos
tempo de homologação no mercado farmacêutico que define o ROI dos eventos do Ney
30
número de pessoas no evento usado por Diogo como base do exemplo de projeção de ROI
70%
taxa de conversão hipotética usada no cálculo de ticket pra justificar o patrocínio
6 meses
idade da marca do Ney na primeira feira farmacêutica — fechou zero clientes
150 mil
seguidores que Ariel cita como exemplo de autoridade falsa vinda de um vídeo único

Citações marcantes

As frases que ficaram do painel

“Outro dia eu vi um falando assim: aprenda a fazer avatares de mulheres para ganhar dinheiro nas redes sociais enquanto você dorme.”

Guilherme Miotto
Provocação de abertura do painel sobre a indústria de infoprodutos de IA

“Eu e o Tutski, por exemplo, a gente se conheceu em um evento. Então, daí também foi a sociedade.”

Ariel Mondelo
Sobre a origem da Legacy a partir de networking presencial

“Comprou uma consultoria minha de uma hora. E pra mim, nunca sabia quem era. Era o Edu Abreu. O vice-presidente da Visa.”

Guilherme Miotto
Sobre tratar bem cada pessoa da comunidade — você nunca sabe quem está assistindo

“As empresas tem um negócio na cabeça: preciso estar naquele evento. Nunca faz a pergunta principal — por que eu preciso estar naquele evento?”

Diogo D'onofrio
Sobre a falta de estratégia das marcas que patrocinam eventos

“Eu demorei 10 edições colocando dinheiro do meu próprio dinheiro. Foi prejuízo.”

Diogo D'onofrio
Sobre o próprio evento de network qualificado no mercado cripto

“No meu caso, a homologação leva dois, três anos. Eu fui a um evento, duas mil pessoas, nenhuma empregada. Eu tinha seis meses de marca nova.”

Ney Neto
Sobre o ROI longo de eventos farmacêuticos B2B

Próximos passos

8 ações pra aplicar antes da próxima conversa com marca

Lista direta do que sair fazendo essa semana — seja você creator, marca ou produtor de evento.

Antes de comprar qualquer curso de IA, vá no perfil do criador e procure os hits anteriores — se o cara não tem histórico técnico, é nicho de venda de curso.

Defina sua estratégia anual de marketing antes de decidir quais eventos patrocinar — e responda 'por que eu preciso estar nesse evento'.

Para captar patrocínio, monte um deck com ticket médio do produto da marca, quantas pessoas qualificadas vão ao seu evento e qual o ROI projetado.

Se você é creator pequeno, compre o produto da marca primeiro, use no canal, gere dados e só depois apresente proposta com resultado na mão.

Trate cada pessoa da sua comunidade como se fosse o vice-presidente da Visa — porque um dia pode ser.

Considere fazer sua própria imersão pra aproximar a comunidade — não dependa só de convites externos pra evento.

Marca: ao invés de buscar creator novo, ative no seu estande o creator que já te traz rentabilidade — alavancagem com custo zero adicional.

Aposte em UGC com narrativa e copy bem trabalhados — converte mais que celebridade paga, com fração do custo.

Sobre os palestrantes

Quem conduziu a conversa

DD

Diogo D'onofrio

Especialista em eventos e comunidades

GM

Guilherme Miotto

Fundador do Nobox Group

NN

Ney Neto

Especialista em UGC e creator economy

A conversa fecha com um princípio simples: confiança da comunidade e dado projetado vencem volume e promessa vazia. Quem trata bem cada pessoa do olho-no-olho, checa o histórico de quem vende, e monta deck com ROI estruturado constrói pipeline real — mesmo que demore 10 edições ou 3 anos de homologação. O resto é infoproduto.

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