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Dia 2 · 15:00 → 16:00 BRT · Palco Nobox

Creators na era da IA: quem vai crescer

Arthur Thutski e Ariel Mondelo abrem o Nobox Talks discutindo nicho, autenticidade e o uso pragmático de IA como ferramenta para potencializar criatividade — sem virar pastelaria de conteúdo.

Influent Summit 2026 Creator Economy IA Aplicada Autenticidade Nobox Talks
39 min
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palestrantes 1M+

Tese central

Quem vai crescer não é quem produz mais — é quem usa IA como alavanca

O criador que vai crescer na era da IA não é o que produz mais volume — é o que mantém autenticidade enquanto usa IA como alavanca da própria criatividade. Arthur e Ariel defendem que o nicho de verdade é o próprio criador ("eu nicho"), e que IA deve ganhar tempo nas tarefas em que você não é bom, para liberar você a focar no que já faz melhor. Quem usa IA para criar conteúdo do zero entra numa pilha de mais-do-mesmo sem diferenciação. Quem usa para acelerar edição, gerar imagens que não consegue filmar, analisar performance de canal e potencializar produção, continua se diferenciando.

Visão geral

A roda de conversa que abriu o Nobox Talks

“O nicho é o criador, é o eu nicho. O nicho é você: você sabe fazer o que você gosta, e as pessoas vão se identificar com isso.”

— Arthur Thutski, abrindo o painel

No primeiro painel da tarde de quinta no palco Nobox, Arthur Thutski (criador e cofundador da agência Legacy) e Ariel Mondelo (criador de conteúdo com mais de um milhão de seguidores no Instagram, TikTok e YouTube, também cofundador da Legacy) abrem o Nobox Talks em formato de roda de conversa com microfone aberto para a plateia. Logo no início, uma criadora da plateia (Gabriela, de Brasília) puxa o tema da IA contando que já usa para legendas e ideias de conteúdo.

A conversa se desdobra em três frentes interligadas. A primeira é sobre nicho: ambos rejeitam a ideia de "achar um nicho fechado" e defendem que o nicho é o próprio criador, citando o exemplo de um creator chamado Pedro que ganha autoridade falando do que gosta sem se prender a categoria. A segunda é sobre autenticidade: usam Whindersson Nunes ("uma pessoa com uma GoPro, sem microfone, no quarto, hoje é o maior") como contraponto à produção forçada e polida. A terceira é sobre IA pragmática como ferramenta: legenda, corte automático de vinhetas em pasta de seis vídeos, análise de performance de canal via GPT, geração de imagens que você não consegue filmar, plugins de agentes em DaVinci e CapCut, cloud code para edição.

O painel fecha com uma reflexão sobre frequência ("postar todo dia não é fórmula"), mudança de nicho dentro do mesmo canal ("já mudei várias vezes e deu tudo certo"), e a transição para o tema do painel seguinte sobre eventos, comunidade e a "provocação da venda de cursos" que Diogo D'Onofrio começa a puxar.

Cronologia da conversa

Como o painel se desenrolou, do mic aberto à transição

Treze momentos que costuram a roda de conversa — do convite à plateia até a passagem de bastão pra Diogo D'Onofrio entrar com o tema cursos de IA.

Abertura do Nobox Talks em formato roda de conversa

O host abre o painel anunciando que esse é um espaço democrático, com microfone aberto pra plateia interagir com Arthur Thutski e Ariel Mondelo, ambos creators com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, TikTok e YouTube.

Apresentação da Legacy e dos dois cofundadores

Os dois são apresentados como cofundadores da Legacy, agência de influenciadores que orquestra campanhas em diversos mercados. Skin in the game: não são só executivos, são criadores ativos.

Gabriela de Brasília puxa o tema da IA

Uma criadora da plateia, Gabriela de Brasília, conta que usa IA pra fazer legenda e pra dar ideias de conteúdo, e que tem ajudado bastante. Outra criadora pega o microfone para concordar que mesmo quem não quer 'cunhar' precisa usar IA como ferramenta.

O 'eu nicho': o criador é o próprio nicho

Arthur formula a tese central: 'o nicho é o criador, é o eu nicho'. Nicho de verdade não é categoria, é autenticidade. As pessoas se identificam quando você faz o que gosta.

Whindersson Nunes como modelo de autenticidade

Ariel usa Whindersson Nunes como exemplo: 'uma pessoa com uma GoPro, sem microfone, sem nada, no quarto dele, hoje ele é o maior'. Público cansou de polimento forçado e procura quem consiga se identificar.

Pedro como exemplo de eu-nicho que atrai marcas

Os dois citam um creator chamado Pedro que fala de decoração, moda e carros, e por isso recebe envios de marcas em todas essas categorias. O exemplo do criador-magnético que ganha autoridade falando do que tem interesse, sem se prender a um nicho fechado.

IA para potencializar criatividade, não para substituir

Arthur define a regra: o grande desafio não é criar conteúdo do zero com IA, é usar IA pra potencializar sua criatividade fazendo o que você já faria, só que melhor. Se você não é músico e usa IA pra fazer música, você vai achar boa. Mas o músico vai conversar com a IA como interlocutor e vai gerar algo incrível.

Comunidade vs audiência: postar pra quem cabe na sala

Ariel reframe o medo de flopar: '200 pessoas é muita gente. Se a gente tivesse 200 pessoas assistindo agora, sacou?'. Conteúdo não é sobre número, é sobre identificação. Perder o medo, ser natural, falar do que você quer.

Usando GPT pra analisar o próprio canal

Arthur descreve um workflow concreto: pegar uma pasta com seis vídeos gravados, pedir pra IA identificar o melhor trecho de cada, montar a edição bruta. E usar GPT pra rever o canal inteiro e responder 'quais são os melhores? o que eu fiz certo nesse?'

Edição: cloud code, agentes em DaVinci e CapCut

Ariel detalha o stack: cloud code para edição, plugins de agentes no DaVinci Resolve e no CapCut. Você pluga um agente e ele já acelera o processo de cortes, libera tempo pra você focar no que você é bom.

Frequência: dois por semana pode ter mais engajamento que dia sim dia não

O host pergunta sobre frequência ideal. Ariel responde que 'postar todo dia' não é fórmula: muitas vezes você posta duas vezes por semana e gera engajamento muito maior do que três por dia. Encontra seu formato e vai testando.

Pastelaria de conteúdo vs profissionalização

Arthur descreve o mercado de hoje como uma 'pastelaria de conteúdo': criadores virando empresas, buscando a próxima trend a cada dia, sem tempo de se aprofundar em assunto. Pra ele, isso é emburrecimento. A IA acelerou esse processo. Ariel concorda mas defende que mudar de nicho dentro do mesmo canal funciona ('já fiquei sem postar um ano, voltei, mudei de nicho várias vezes e deu tudo certo').

Transição para o painel seguinte com a provocação dos cursos

O host fecha o tema de IA puxando a provocação do próximo painel: 'venda de cursos, devs brabos vendendo curso de IA, lovable promete um milhão de reais'. Diogo D'Onofrio entra na cena pra puxar o tema, e Arthur já começa a comentar sobre conteúdo GC (Generated Content) e taxa de conversão no fechamento do bloco.

Pontos-chave

Dez teses caçadas da conversa Arthur × Ariel

Cada ponto é uma virada de chave em como pensar conteúdo, nicho, IA e tempo do criador. Lidos juntos, formam o manual prático que os dois entregaram.

O nicho é você: não procure nicho, encontre identificação

Arthur cunha a expressão 'eu nicho' para descrever o creator que ganha audiência falando do que gosta, sem se prender a categoria fechada. Ele cita o exemplo de Pedro, criador hypado que recebe envios de marcas de moda, decoração e até carros porque fala do que tem interesse. A consequência prática é que parar de procurar nicho fechado libera o creator pra explorar vários assuntos dentro do mesmo canal, mantendo identificação com a audiência. Postar do que você não se importa é o que dá o cansaço que mata canal.

nichoautenticidadeestratégia de creator

Autenticidade vence produção polida: o caso Whindersson

Ariel usa Whindersson Nunes como referência: começou com uma GoPro, sem microfone, gravando no quarto. Hoje é o maior. A lição é que o público cansou de creators 'cagaretos' que seguem regra de produção polida, e procura quem se mostra como é. O contraponto prático: se você não é disso, não force; se você é, não tente parecer outra coisa. As pessoas seguem quem se parece com elas, e param de seguir quem fica artificial demais.

autenticidadecasepúblico

IA é ferramenta de potencialização, não de substituição

A regra que Arthur defende: o desafio não é criar conteúdo do zero com IA, é usar IA pra fazer o que você já faria, só que melhor e mais rápido. Se você não é músico e usa IA pra fazer música, vai achar a música boa, mas vai ficar medíocre comparado a quem dialoga com a IA como interlocutor. Quem usa IA pra criar conteúdo sem já ter conteúdo próprio entra numa pilha de mais-do-mesmo e perde diferenciação. A IA otimiza criativo bom; não salva criativo ruim.

IA aplicadacriatividadediferenciação

Workflows concretos: pasta de seis vídeos, GPT analisando canal, agentes em DaVinci e CapCut

Os exemplos práticos são específicos. Arthur conta que hoje você joga uma pasta com seis vídeos para a IA e ela identifica o melhor trecho de cada um, monta a edição bruta. Ele também usa GPT pra rever o canal inteiro e perguntar 'quais são os melhores, o que eu fiz certo nesse, o que faltou'. Ariel detalha o stack técnico: cloud code pra edição, plugins de agentes em DaVinci Resolve e CapCut que já aceleram o processo de cortes. Para imagens que você não consegue filmar ou não quer arriscar copyright, geração via GPT. Isso transforma 6 horas de edição em 1 hora ou 30 minutos, liberando tempo pra testar mais.

workflowferramentasedição com IA

Saber pedir é mais importante que saber sobre IA

Arthur faz a distinção chave: quando o creator não sabe pedir o corte de 5 minutos em pedaços de 1 minuto, falha por falta de informação, não por falta de inteligência. O conhecimento do prompt, do que perguntar, da informação que você passa pra IA é o que separa quem extrai valor de quem fica frustrado. Limitação da ferramenta é mais importante saber do que a ferramenta em si. Isso é literacy: aprender a falar com IA.

prompt literacyIA aplicadalimitação

Frequência não é fórmula: dois por semana pode bater três por dia

Quando perguntados sobre frequência ideal, Ariel desmonta a regra de 'postar todo dia'. Você pode postar duas vezes por semana e ter engajamento muito maior que três por dia. A lógica é contraintuitiva: quanto mais você posta sem estratégia, menos tempo você tem pra analisar performance, estudar referências, entender por que o público dropou aos 28 segundos. Você só repete os mesmos erros. Postar pouco e bem cria espaço pra evoluir.

frequênciaestratégiaperformance

Mudar de nicho dentro do mesmo canal funciona

Ariel rompe outra crença consagrada: já ficou sem postar mais de um ano, voltou, mudou de nicho várias vezes dentro do mesmo canal e deu tudo certo. A audiência não se importa tanto com consistência de tema quanto se importa com qualidade do conteúdo. 'Conteúdo ruim é ruim. Se você tiver tempo pra fazer conteúdo bom, você muda o nicho, você para, você volta, e funciona'. O crítico é o conteúdo, não a regularidade.

mudança de nichoconsistênciaqualidade

Pastelaria de conteúdo: o lado escuro da profissionalização

Arthur faz a crítica mais dura do painel: hoje o mercado de criação virou 'pastelaria de conteúdo'. Criadores viraram empresas; toda hora correm atrás da próxima trend; não tem tempo de se aprofundar em nenhum assunto. Isso emburrece. Marcas chegam pedindo 'preciso de três por dia, um a cada três dias' e o creator cede sem pensar se aquela cadência faz sentido. A IA pode acelerar esse processo de pastelaria, mas pode também libertar tempo pra estudar mais a fundo. É escolha do creator.

mercadocríticaprofissionalização

200 pessoas são muita gente: perca o medo de flopar

Ariel reframe o medo de flopar olhando pra plateia ao vivo: 'se a gente tivesse 200 pessoas assistindo isso, já era multidão'. O ponto é dimensionar: você vê 200 visualizações e desanima porque comparou com número abstrato; mas se aparecesse 200 pessoas físicas, você ficaria impressionado. Ser natural, falar do que você quer, e não se prender ao número é o que constrói comunidade real.

mindsetmétricascomunidade

Eventos são para se conhecer: a sociedade da Legacy nasceu em um

Na transição para o tema de eventos, Ariel conta que ele e Arthur se conheceram em um evento, e dali nasceu a sociedade da agência Legacy. Trocar ideia com gente nova, conhecer outros creators, ouvir uma visão diferente que você não tinha cogitado vale mais que muitos calls. Network presencial é essencial pro creator e pro empresário. E ele cita um caso real: criou conexão na comunidade dele com 'Edu Abreu, vice-presidente da Visa', sem saber quem era a pessoa no início.

networkcomunidadepresencial

Glossário do painel

Seis conceitos que Arthur e Ariel cunharam ou puxaram em palco

Eu nicho

Conceito que Arthur defende: o nicho do creator não é categoria de assunto, é a própria pessoa. O creator vira o nicho ao mostrar autenticidade no que faz.

Pastelaria de conteúdo

Metáfora crítica de Arthur: o mercado virou pastelaria onde creators são empresas correndo atrás da próxima trend sem tempo de se aprofundar, gerando emburrecimento.

Conteúdo GC

Generated Content / User Generated Content. Citado por Arthur no fechamento como categoria de creator pequeno que se diferencia masterizando narrativa e copy, gerando taxa de conversão tão boa quanto a de creator famoso.

Cloud code

Termo usado por Ariel para uma das ferramentas de IA que ele pluga em DaVinci Resolve ou CapCut para acelerar processo de cortes na edição.

Agentes em DaVinci e CapCut

Plugins de IA agêntica acoplados aos editores DaVinci Resolve e CapCut. Ariel destaca que aceleram cortes e liberam o creator para focar onde é bom de fato.

Creator-marca-magnética

Modelo do creator que atrai marcas em múltiplas categorias falando do que tem interesse. Pedro é citado como exemplo: marcas amam ele porque fala de moda, decoração e até carros sem se prender a nicho.

Números do painel

Seis cifras que sintetizam a conversa

1M+
Seguidores de Arthur e Ariel cada (Instagram + TikTok + YouTube)
6h → 30min
Redução de tempo de edição usando IA, segundo Ariel
R$ 150 mil
Receita que Ariel já viu por um único vídeo
200
Ariel: '200 pessoas é muita gente, já é multidão'
28s
Marco clássico em que público abandona vídeo curto, segundo Arthur
1 ano
Tempo que Ariel já ficou sem postar antes de voltar com sucesso

Citações em destaque

As frases que ficaram do palco Nobox

“O nicho é o criador, é o eu nicho. O nicho é você.”

— Arthur Thutski
Frase fundadora do painel, cunhada para reframear a obsessão de creators procurando categoria fechada.

“Whindersson Nunes é uma pessoa com uma GoPro, sem microfone, sem nada, no quarto dele, hoje ele é o maior.”

— Ariel Mondelo
Exemplo usado para defender que produção polida não garante crescimento e autenticidade vence.

“Você pode postar duas vezes por semana e ter um engajamento muito maior do que três por dia.”

— Ariel Mondelo
Resposta direta sobre frequência, desmontando a regra do 'postar todo dia'.

“Já fiquei sem postar um ano, voltei, já mudei de nicho dentro do mesmo canal várias vezes e deu tudo certo.”

— Ariel Mondelo
Contraponto a outra crença de creator: que canal exige consistência de tema e cadência.

“É mais importante você saber qual a limitação do que a própria ferramenta.”

— Arthur Thutski
Resumindo o que separa quem extrai valor de IA de quem fica frustrado: literacy de prompt e contexto.

“Hoje o mercado de criação de conteúdo é quase uma pastelaria.”

— Arthur Thutski
Crítica direta a creators virando empresas que correm atrás da próxima trend sem se aprofundar.

Próximos passos

Oito ações pra aplicar o painel ao seu canal já amanhã

As lições do palco Nobox, traduzidas em movimentos concretos. Pegue uma, comece hoje.

Pare de procurar nicho fechado: experimente postar do que você realmente se interessa por 30 dias e meça identificação, não alcance.

Use IA como editor assistente, não como gerador de conteúdo: jogue pasta de vídeos no GPT, peça pra identificar melhores trechos, monte edição bruta a partir disso.

Faça review periódica do canal com GPT: 'olha esses vídeos, quais foram os melhores, o que fiz certo, o que faltou'.

Plugue agentes em DaVinci Resolve ou CapCut para automatizar cortes e ganhe tempo pra focar onde você é bom.

Reduza frequência se ela está atrapalhando qualidade: teste postar 2x por semana com análise por trás em vez de 3x por dia no piloto automático.

Analise drop-off dos seus vídeos: aos quantos segundos o público saiu, qual palavra ou cena quebrou o ritmo, e use isso pra corrigir o próximo.

Apareça em evento presencial pra criar sociedade ou parceria: a Legacy nasceu disso, sua próxima sociedade também pode nascer.

Antes de comprar curso de creator, pesquise no perfil dele os maiores hits e veja se a autoridade vem de feito real ou de um único vídeo viral.

Sobre os palestrantes

Quem subiu no palco Nobox

AT

Arthur Thutski

Creator e cofundador da agência Legacy, especialista em IA aplicada à criação de conteúdo.

AM

Ariel Mondelo

Creator com mais de 1 milhão de seguidores e cofundador da agência Legacy.

Encerramento

O que separa quem cresce de quem vira pastelaria

A conversa termina com Arthur amarrando o ponto: o que separa creator que cresce de creator que vira pastelaria de conteúdo é a capacidade de masterizar narrativa e copy, mesmo em um canal pequeno. Conteúdo GC bem feito por creator pequeno bate a taxa de conversão de famoso, porque a audiência já sabe que famoso está sendo pago.

A IA acelera tudo, mas não consegue construir confiança: isso só vem de comunidade, de presença em evento, de olho no olho. Quem entrega isso vai crescer, independente do que IA fizer.

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